09 novembro 2007

(sem título)

O menino encontrou um passarinho com a asa quebrada, no fundo do quintal. Levou para casa, cuidou dele. Não o meteu na gaiola, por gostar.

A irmã achava engraçada aquela cena, o pássaro pululando atrás do piá. Em passatempos, o bichinho foi ficando curado.

Um dia o ocorrível se deu: pousado nos dedos do menino, chacoalhou-se a alçou vôo ao infinito. O menino ficou admirar o bonito voar do amigo.

Depois foi chorar no fundo do quintal, onde a irmã não pudesse ver sua asa quebrada.

Um comentário:

Dan disse...

Ah que lindo...
Nesse caso não se sabe o que é certo, se é o que se vai ou que fica com a dor da perda..
Muito lindo seu textinho

Bjus